Tangos e Tragédias
Tangos e Tragédias
 

Luiz Caldas X Alcides

     Tudo começou quando uma propaganda de automóvel daqui, em que um argentino se aproveita e depois sofre com o trabalho numa escola de samba, tinha como trilha-sonora a música "Fricote", antigo hit do baiano Luiz Caldas (também dono de "Haja Amor").

     Só que a versão do comercial era cantada por algum argentino que dizia que "quando passa na baixa do tubo, o negAo começa a gritar".

     Ontem, a música voltou à tona quando as TVs argentinas revelaram que "Violeta", um clássico do cantor local Alcides, virou uma espécie de amuleto da sorte dos jogadores do time Villarreal da Espanha. Parece que o time sempre vence quando escuta a música que é... igual a "Fricote".

     Na internet, há sites que dizem que a brasileira é versão da argentina e outras que afirmam que Alcides copiou Luiz Caldas descaradamente. Os dados de gravação mostram que a de Luiz Caldas seria realmente a primeira, como apontou o blog Fernet con Cola, apesar de que a letra argentina, em que Violeta é uma mulher e não um batom para passar na bochecha, é mais coerente.

     Para os curiosos, desocupados e saudosos de plantão, abaixo estão as duas versões da música, além da propaganda do carro. A política não anda muito animada por aqui.

 

Escrito por Adriana Küchler às 23h25

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A verdade da milanesa

     O polêmico caso da mala, que envolve os governos da Argentina, Venezuela e Estados Unidos, além de despertar uma nova crise diplomática entre argentinos e americanos, também inspira os argentinos a produzir ótimas frases.

     "Queremos que este personagem venha e fale para conhecermos a verdade da milanesa", o ministro da Justiça, Aníbal Fernández sobre o empresário Guido Antonini Wilson, que tentou entrar na Argentina com a tal mala que continha US$ 800 mil e hoje colabora com o FMI.

     "A Argentina tem uma relação ciclotímica com os EUA", o senador radicalista Ernesto Sanz, da oposição ao governo.

     "A Justiça do império, que ainda não pôde descobrir quem assassinou o presidente Kennedy, utilizando agentes de inteligência, monta uma escalada para desestabilizar os governos da Argentina e da Venezuela, contando com a cumplicidade local dos jornalistas pagos pela 'embaixada'", Hugo Moyano, presidente da CGT, principal central sindical do país, e vice-presidente do Partido Justicialista (peronista), atualmente no poder.

     E o julgamento, que acontece em Miami, está apenas começando.

     Em tempo: Uma assídua leitora deste blog pede, com razão, que eu contextualize a milanesa. O bife à milanesa, ou só milanesa, como chamam os argentinos, é um prato clássico por aqui. Mas a receita local tem uma capa bem mais grossa do que a milanesa brasileira (talvez por isso o nome). Ou seja, conhecer a verdade da milanesa seria uma metáfora para chegar à carne (verdade) debaixo de toda aquela crosta de farinha (gorduras, mentiras ou balelas).

Escrito por Adriana Küchler às 22h43

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O Uruguai é logo ali

     Um bom passeio para quem vem a Buenos Aires com mais tempo ou para aqueles que já estão vindo pela segunda ou terceira vez, como é cada vez mais comum, é dar um pulinho no Uruguai.

     Com uma hora de viagem de barco, o visitante atravessa o rio da Prata e chega à Colônia do Sacramento, uma charmosa cidade que foi dominada tanto por espanhóis quanto por portugueses e mantém resquícios das duas colonizações.

     Um dia é bastante tempo para relaxar e passear pelo centro histórico, entre as casas coloniais, visitar os museus, observar a paisagem de cima do farol, tirar um cochilo no píer e comer em algum restaurante simpático, como o Drugstore.

     Algumas dicas para quem quiser embarcar no passeio: * compre a passagem com antecedência porque em cima da hora pode não haver passagem ou haver sobrado apenas em classes mais caras; * quem quiser economizar pode optar pelo barco que leva três horas e é mais barato; * leve passaporte porque, para o controle de imigração local, só a carteira de identidade não serve se você está se deslocando entre dois países que não são o seu.

Fotos: Adriana Küchler

Escrito por Adriana Küchler às 21h36

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Bariloche, bebidas e a filha da presidenta

     Depois que a presidente Cristina Kirchner e seu marido Néstor proibiram a filha Florencia de se expor em um fotolog, fazia tempo que não sabíamos das aventuras da primeira-filha.

    Enfim, chega outra notícia sobre a florzinha dos Kirchner. Dessa vez, quem produziu o fato não foi a garota e sim seus guarda-costas. É que os seguranças da filha presidencial proibiram os inspetores de Bariloche de fazerem inspeção em um hotel porque Florencia estava hospedada por lá.  "Voltem na semana que vem, quando Florencia não esteja", disseram os seguranças.

     É um costume dos jovens argentinos viajar para Bariloche quando estão para se formar no secundário (ensino médio) e também era um costume dos estudantes ficarem "borrachos" (bêbados) e aprontarem todas nos hotéis da região. Por isso, a inspeção. Se encontram bebidas alcoólicas ou fogos de artifício (outra mania local) entre os pertences dos estudantes, os inspetores devem apreender os objetos e multar os responsáveis. 

     Pois no último dia 4, a inspeção no hotel Flamingo teve de ser adiada. O secretário de Turismo local afirmou ao jornal "La Nación" que  "se chegou ao consenso, com os inspetores e a custódia presidencial, de suspender a inspeção para proteger a privacidade da filha da presidenta que se hospedava nesse hotel". E Florencia, que acaba de completar 18 anos, e seus colegas do fino Instituto La Salle puderam desfrutar da privacidade a que outros formandos que vão a Bariloche não têm acesso.

    

Foto: revista Gente

Florencia, ao contrário da mãe, se hospeda em hotéis de uma estrela, mas tem lá suas compensações

Escrito por Adriana Küchler às 23h07

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PERFIL

Adriana Küchler Adriana Küchler, 27, é jornalista formada pela Universidade Federal de Santa Catarina e repórter da Folha há três anos. Morou no Rio, em Florianópolis e em São Paulo, antes de aterrissar em Buenos Aires..

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