Panelas de teflon e o risco-país
Primeiro, ele apareceu durante a crise do governo com o campo cantando suas críticas às madames que iam para os panelaços com suas panelas de teflon. Virou hit do youtube.
Agora, o "cantautor" Ignacio Copani, árduo defensor musical do governo, aproveita outra notícia para fazer hits. O nome de seu potencial futuro sucesso é "Risco-País". Na nova canção, Copani conta que "em um escritório há um pobre infeliz que se sente um gênio quando qualifica, pondo nota de risco a um país, que ignora em que parte do mapa fica".
Depois de fazer várias críticas ao sistema, parecidas com as que se escuta por aqui de muitos funcionários do governo, o cantor convida "a arriscar-se a não se infeliz, a negar-se a cair no abismo que impõe o risco-país". Se, como comentou o jornal "Clarín", é difícil que Copani ganhe o Grammy com a canção, ao menos com essa música não deve sofrer as ameaças que recebeu pelo último sucesso.
Acontece que a letra de "Cacerola de Teflon" liga as madames paneleiras aos militares da ditadura, e diz que essas panelas não saíram dos armários em momentos cruciais do país. "Panela de teflon, volte à estante. Eu fico em uma marcha de estudantes, onde você nunca soube soar."
ou "Panela de teflon, aos bazares, ou ao tocar com os tambores militares, como tantas vezes te ouvi soar."
Para os que acusam Copani de oportunista, ele se defende e diz que já foi à praça de Maio protestar com as mães da praça, com as avós e com todo e qualquer grupo cuja causa sua música possa abraçar.
Escrito por Adriana Küchler às 21h23
Lula quer criar o tango-samba
Sem citar nomes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que vai eleger o próximo mandatário, que tem grandes chances de ser mulher. "Com muita humildade, lhes digo que eu vou eleger meu sucessor. Não posso dizer quem é, mas até posso assegurar que há muitas possibilidades de que seja uma mulher", afirmou o presidente na segunda parte da entrevista concedida ao jornal argentino "Clarín", publicada ontem.
Na entrevista, veiculada por ocasião da visita da presidente argentina, Cristina Kirchner, ao Brasil, o diário argentino especulou que a tal mulher poderia ser a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, sem lembrar o nome da candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy.
O jornal ainda afirmou que, em uma conversa, Cristina e Dilma brincaram que, junto com a chilena Michelle Bachelet, logo seriam três as presidentes mulheres na América Latina.
Lula disse ainda que, quem quer que seja, seu sucessor terá um problema. "Terá que fazer mais que um metalúrgico. Não pode passar à história como alguém que fez menos que um torneiro mecânico", disse o presidente, acrescentando que acha "pouco provável" que a oposição ganhe a próxima eleição presidencial de 2010.
"Acredito que vamos chegar a 2010, ano das próximas eleições presidenciais, em uma situação muito confortável."
Na primeira parte da entrevista, Lula se recusou a fazer críticas à política de restrição às exportações de sua colega argentina. "Passei 30 anos protestando e só tenho oito para governar. Então, quanto menos conflitos políticos tenha, melhor. Sou capaz de tomar café até que me dê acidez para evitar uma guerra."
Os dois presidentes se reuniram ontem para, entre outros acordos, estabelecer o início do comércio em moeda local entre os dois países.
Ao abordar as relações entre Argentina e Brasil, Lula afirmou que é preciso não só mais parcerias entre empresários como também em atividades culturais. "É uma vergonha, por exemplo, que eu não saiba dançar tango. E os argentinos talvez não saibam dançar samba", disse o presidente, propondo um novo mecanismo de integração bilateral. "Teríamos que inventar outro ritmo: o tango-samba."
Foto Casamerica.es

Bachelet e Cristina esperam pela companheira brasileira que substituirá Lula
Escrito por Adriana Küchler às 12h28
Cada um com a sua inveja (ou quem tem a grama mais verde?)
Tudo começou quando Lula afirmou que o argentino Messi era o melhor jogador de futebol do mundo e que, quando perdia a bola, corria para recuperá-la. Na mesma situação, os brasileiros, como exagerou um colunista do jornal "Clarín", "só tomam "caipiroshka" e cantarolam "Garota de Ipanema"".
Se o goleiro Julio César ficou irritado com o presidente-comentarista, a mandatária argentina, Cristina Kirchner, saiu satisfeita de seu encontro com Lula hoje em Brasília. "As diferenças entre a Argentina e o Brasil se resolveram depois do reconhecimento de Lula a Messi."
Acontece que, da mesma forma com que Lula irritou os jogadores, Cristina também conseguiu provocar a ira de seus empresários com a sua própria inveja. Na visita ao Brasil, a presidente afirmou que sente "um pouquinhozinho de inveja do Brasil e de sua classe empresarial, que o levou a ocupar o lugar que tem hoje na economia mundial".
Com a mesma coceira que deve ter sentido Julio César quando decidiu mandar Lula pra... Argentina, empresários e produtores argentinos saíram a responder a "presidenta".
"Eu também sinto inveja porque o Brasil tem uma classe industrial que não vive de subsídios e ganha mercados sozinha, tem produtores que se agrupam e uma dirigência política que não joga contra seu próprio país", afirmou o vice-presidente das Confederações Rurais Argentinas, Ricardo Buryaile, que propôs um novo intercâmbio entre os países. "Lula por Messi, mas entregamos como empréstimo e sem opção de compra."
Foto Télam

Cristina sonha com os empresários brasileiros, ao lado de Lula, que pede aos céus um jogador como Messi
Escrito por Adriana Küchler às 17h50

