Tangos e Tragédias
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Chávez e o piriri

     Esse Chávez também não é argentino, assim como o outro que fez sucesso por aqui, mas também é amado, principalmente pela presidente Cristina, pelos bônus que compra do governo. Com a devida autorização de nosso correspondente na Venezuela, Chávez volta a ser protagonista desse blog porque protagonizou uma cena quase tão engraçada quanto as do seu quase homônimo mexicano.

     No vídeo abaixo, Chávez narra o dia em que estava participando de uma operação em um túnel na Venezuela e bateu uma diarréia. Em cadeia nacional. O presidente venezuelano tinha que derrubar uma parede e suava frio. Parece bizarro? "Sou um ser humano como qualquer um de vocês. Às vezes as pessoas se esquecem disso", explica Chávez. Dale que dale compadre.  (vale o esforço mesmo para os que não entendem espanhol)

Escrito por Adriana Küchler às 19h59

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Chicos olímpicos

     A Argentina ganhou uma medalha olímpica até agora, de bronze e no judô, como três das nossas. Mas a judoca Paula Pareto está longe de receber os louros que merece pela sua performance. Os queridinhos olímpicos dos argentinos já tinham sido escolhidos antes de os jogos começarem e continuam sendo o foco das atenções.

 

Messi: o craque do futebol argentino que nunca jogou profissionalmente num time argentino teve uma chegada sofrida aos jogos. Foi disputado até o último momento pelo Barcelona, seu time, e pela AFA (a CBF local), que ganhou o páreo. O jogador de basquete americano Kobe Bryant, o mais bem pago dos atletas que estão em Pequim, e milhares de chineses já se declararam fãs do "pulga"

 

Manu Ginóbili: o jogador do San Antonio Spurs na NBA é o craque da seleção masculina de basquete, a maior zebra e grande orgulho dos argentinos, já que ganhou o ouro nas Olimpíadas de Atenas

 

Las Leonas: é a equipe feminina de hóquei sobre grama que atrai todo e qualquer olhar masculino quando aparece na TV. Merecem admiração por não serem corcundas com o tanto de tempo que passam inclinadas. Os dois empates iniciais criaram uma tensão nacional, mas hoje as chicas conseguiram vencer o Japão. Ganharam prata em Sydney e bronze em Atenas.

Escrito por Adriana Küchler às 21h35

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Naomi, a jornalista preferida de Cristina

     Para quem pensava que Cristina Kirchner tinha aversão a jornalistas, a "presidenta" deu sua primeira entrevista coletiva à imprensa há duas semanas. Para quem pensava que Cristina nunca daria uma entrevista exclusiva, está a revista britânica "GQ" de setembro, com uma exclusiva de Cristina dada a... Naomi Campbell.

     Figurinha carimbada no Brasil, a modelo também deu um jeito de se aproximar de figurões argentinos e atacou de jornalista com a presidente duas vezes, uma quando visitou Buenos Aires em janeiro e outra em abril, quando a presidente foi a Paris. Na visita à capital francesa, Cristina havia prometido conversar com os jornalistas argentinos que viajaram até lá para acompanhar a sua agenda, mas deixou nossos hermanos de gravador plantado enquanto trocava figurinhas com la Naomi.

     Na entrevista à revista masculina, Cristina nega que tenha um sapato para cada dia do ano e despreza o título de "rainha Cristina". "Essa é outra criação da mídia, que mostra certo grau de misoginia. Meu país não é uma monarquia. E tampouco minha casa é uma loja de sapatos."

     Em suas respostas, nega qualquer comparação com Evita, defende a soberania argentina sobre as ilhas Malvinas ("trata-se de apontar a vergonha de que ainda exista um enclave colonial em pleno século 21") e também o presidente venezuelano, Hugo Chávez. "A América Latina precisa de Chávez tanto como a Europa precisa de Putin." 

     Como a relação bilateral estava na pauta, Naomi perguntou a Cristina se a Argentina deveria pedir perdão pela polêmica "mão de Deus" de Maradona, o lendário gol de mão que ajudou a seleção a eliminar a Inglaterra na copa de 1986. "Não sei muito de futebol, mas não acredito que deva pedir desculpas por algo que aconteceu em uma partida de futebol."

     A revista deixa Cristina falar, mas não poupa a presidenta de suas críticas. Diz que seu "gosto pela alta moda e a ostentação extravagante... se torna um problema quando está tentando mostrar aos eleitores e ao mundo que é capaz de administrar um país que enfrenta uma potencial ruína financeira".

Escrito por Adriana Küchler às 22h01

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PERFIL

Adriana Küchler Adriana Küchler, 27, é jornalista formada pela Universidade Federal de Santa Catarina e repórter da Folha há três anos. Morou no Rio, em Florianópolis e em São Paulo, antes de aterrissar em Buenos Aires..

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