Tangos e Tragédias
Tangos e Tragédias
 

Que que eu faço com os travestis?

     Depois do suposto fim da crise com o campo, os argentinos podem se ocupar de outros temas relevantes, por exemplo, onde colocar os travestis de Buenos Aires, um dos assuntos mais quentes da semana.

     Após um longo período de discussão entre o ministério de Ambiente e Espaço Público da cidade e a Associação de Travestis da Argentina, desde segunda-feira, a classe ganhou uma área reservada em frente aos Bosques de Palermo, que vem sendo chamada de "zona vermelha".

     Antes, ficavam na região do Rosedal de Palermo, muito perto de casas de família. Se mudaram, mas as reclamações continuam. A zona vermelha fica perto do grã-fino Lawn Tennis Club, que já apresentou um recurso pra enxotar as moças de lá.

     Ao menos da prefeitura, eles conseguiram algum apoio: boa iluminação e a instalação de banheiros químicos e lixos especiais para as camisinhas (?). Os travestis têm que ir embora às 6h, que é quando os garis aparecem para recolher os resíduos.

     Apesar de todo o cuidado, no primeiro dia na "nova casa", os travestis não pareciam muito satisfeitos. É que, pra documentar a mudança, toda a imprensa local decidiu aparecer por lá, e os clientes, é claro, decidiram desaparecer.

Travestis argentinos estréiam com estilo a nova "zona vermelha" de Buenos Aires

 

Escrito por Adriana Küchler às 21h36

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

A quem interessar

     Para os que estão realmente muito interessados em saber o que acontece na Argentina pela visão de uma correspondente brasileira, ou para os que têm preguiça de ler as notícias do jornal, aviso que agora, seguindo a onda "multimídia", também tenho um podcast.

     Na primeira edição, a da semana passada, fiz um resumão, daqueles ótimos pra prova de vestibular, da crise argentina. Na segunda edição, no ar desde ontem, os relatos e as explicações para as férias frustradas dos brasileiros na Argentina.

     Taqui: http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/adrianakuchler/

    

     Assim como Cristina Kirchner tocando violino, esse podcast não vai ser música para os seus ouvidos

Escrito por Adriana Küchler às 23h25

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Você tem coragem de vir pra Argentina?

     Publico abaixo matéria da Folha de hoje sobre a minha tarde de ontem no aeroporto internacional de Ezeiza com os turistas brasileiros que não conseguiam sair do país. Pareceria cômico, se não fosse trágico.  

Turistas ironizam argentinos após overbooking gritando "Pelé"

DE BUENOS AIRES

Cerca de 200 católicos, entre padres, seminaristas e jovens, não imaginavam a peregrinação que teriam que enfrentar para conhecer o papa. Dois grupos que foram a Austrália participar da Jornada Mundial da Juventude pagaram um preço caro por escolher as Aerolíneas Argentinas. Na ida, houve overbooking e tiveram que passar uma noite em Buenos Aires.

Na volta, a companhia não foi buscá-los e o vôo da outra empresa sofreu uma pane. Quando chegaram ao aeroporto de Ezeiza, recebiam informações "a conta gotas", diz o seminarista Fernando Custódio, 24.

"Tiramos os sacos de dormir e deitamos no chão do aeroporto, outros tentaram jogar futebol, mas o segurança não deixou. Para protestar, gritamos "Pelé, Pelé" pelos corredores."

Outra saga viveu a família carioca Fayad, que perdeu dois dias das férias com os atrasos nos aeroportos de Buenos Aires e Bariloche. Foram 14 horas na ida para sair do Rio e ao menos 48 horas para voltar. Ontem, depois de esperar um dia inteiro no aeroporto, às 18h, foram avisados de que seriam encaixados em um vôo às 2h. O vôo, no entanto, não constava do painel: era um vôo fantasma, como denunciaram brasileiros.
A médica Andrea Fayad, 44, ainda reclamou das condições do avião. "Havia coletes salva-vidas no chão. Os assentos estavam soltos e sentei em um aspirador de pó esquecido." O atendimento não era ruim, diz Fayad: "Nos deram voucher para comer, hotel, mas esse estresse acabou com as nossas férias."

Segundo o cônsul-adjunto do Brasil em Buenos Aires, Alexandre Silveira, o consulado está à disposição dos brasileiros, mas não há o que fazer nessas horas. Silveira recomenda aos passageiros a buscarem a ajuda de entidades de defesa do consumidor. De segunda à sexta-feira, das 9h às 17h (horário local), o consulado pode ser contatado pelo telefone 54-11-4515-6500. Quem está em Buenos Aires, pode obter ajuda pelo telefone do plantão 15-4199-9668. Para ligações do Brasil, o número é 54-9-11-4199-9668.

Passageiros se amontoam em filas no Aeroparque de Buenos Aires

E mais: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2907200809.htm

          http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2907200811.htm

          http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2907200812.htm 

 

Escrito por Adriana Küchler às 20h53

Comentários () | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ver mensagens anteriores

PERFIL

Adriana Küchler Adriana Küchler, 27, é jornalista formada pela Universidade Federal de Santa Catarina e repórter da Folha há três anos. Morou no Rio, em Florianópolis e em São Paulo, antes de aterrissar em Buenos Aires..

SITES RELACIONADOS

BUSCA NO BLOG


ARQUIVO


Ver mensagens anteriores
 

Copyright Folha Online. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha Online.