Tangos e Tragédias
Tangos e Tragédias
 

Tango do avião

     Imagens de passageiros da companhia aérea Aerolíneas Argentinas presos por horas nos dois aeroportos da Grande Buenos Aires, à espera de vôos que levam horas (e até dias) para sair, se tornaram comuns.

     Às vésperas da Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul, no fim do mês passado, quando aos problemas da empresa se somou uma forte neblina em Buenos Aires, comitivas inteiras dos países integrantes do bloco tiveram que dar o seu jeitinho, fretando aviões ou emprestando aeronaves oficiais, para garantir a presença no evento.

     Agora, a crise chega ao auge, com o pedido de intervenção judicial do governo, que ameaça reestatizar (ou argentinizar) a empresa.

     Segue texto sobre o tema publicado ontem na Folha e link para o texto de hoje:

     Diante da crise em que se encontra a companhia aérea Aerolíneas Argentinas, o governo local e sindicatos de trabalhadores da aviação entrarão hoje com pedido na Justiça para que a empresa garanta o pagamento do salário dos funcionários.

     O anúncio aconteceu após reunião de representantes dos sindicatos de aeroviários com funcionários do ministério do Trabalho e da secretaria de Transportes e em meio a rumores de que o governo enviará ao Congresso um projeto para reestatizar a empresa, privatizada em 1990. Em troca do pedido de intervenção judicial pelo governo, os empregados da Aerolíneas se comprometeram a garantir os serviços por dois meses, sem greve ou protesto.

     A empresa, controlada pelo grupo espanhol Marsans, passa por grave crise. Anteontem, o atraso nos pagamentos de junho provocou a paralisação dos trabalhadores e conseqüentes atrasos e cancelamentos de vôos. A empresa está endividada, perdeu US$ 100 milhões desde janeiro e tem 50% de sua frota parada. Para amenizar a crise, o governo autorizou há duas semanas o aumento de tarifas na empresa e a concessão de subsídios a combustíveis.

     A intervenção judicial seria um primeiro passo para que passe a ser controlada por empresários argentinos ou volte ao controle do governo, que hoje tem apenas 5% do controle acionário. A ação, no entanto, estaria criando um atrito entre o governo argentino e o espanhol, já que os atuais donos da Aerolíneas são também dirigentes de uma importante central empresarial espanhola.

     http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1107200822.htm


Escrito por Adriana Küchler às 11h14

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Chaves x Quico

     Uma notícia leve para o feriado.

     A série Chaves não é argentina, mas mexicana, mas consegue fazer ainda mais sucesso por aqui do que no Brasil. Além de reprisar os episódios constantemente, os argentinos ainda repercutem notícias dos atores que interpretam os personagens.

     A última "bomba" por aqui é que o Quico (nesse caso, o ator Carlos Villagrán) acusou o Chaves (Roberto Gómez Bolaños), a dona Florinda (Florinda Meza), a Chiquinha e o professor Girafales de realizarem shows exclusivos para traficantes.

     Dessa vez foi Quico quem deixou o Chaves louco. Mas Chaves respondeu sem descer do barril. "E pensar que eu o criei. Todos os personagens do Chaves são criações minhas e eu sempre esperei que brilhassem", disse Chaves-Bolaños.

     A origem de todo esse rancor entre os amigos da vila seria, claro, a dona Florinda. Chaves e dona Florinda mantêm uma relação há 30 anos (se casaram há quatro), mas, antes disso, ela teria sido namorada do Quico.

     "Florinda era minha namorada e Roberto pediu que eu terminasse a relação porque o canal não via com bons olhos a relação entre artistas da mesma série", disse Quico. "Depois, descobri que eles tinham um caso." Gentalha!

     PS: Aqui, Chaves e seus amigos passam as férias em Acapulco mesmo. O canal argentino fez o favor de não transferi-los para Mar del Plata, ao contrário do brasileiro, que mandava os personagens ao Guarujá, deixando crianças não-paulistas um tanto perdidas.

Com todo esse charme, Chaves roubou a dona Florinda do Quico

Escrito por Adriana Küchler às 13h29

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De mão beijada

Presidente pode ganhar presente? Foi a pergunta que os argentinos se fizeram em maio quando a presidente Cristina Kirchner ganhou o novíssimo laptop Mac Book Air, que custa cerca de R$ 5.000, de um empresário mexicano.

 

Naqueles dias, Cristina prometeu criar um registro dos presentes que recebe. Pelo visto, até agora nada.

 

Na última quarta-feira, a ONG Poder Cidadão, ligada à Transparência Internacional. entrou com uma denúncia no Escritório Anti-Corrupção para esclarecer o caso.

 

O presidente da Telmex, Carlos Slim, com Cristina, a quem regalou um Mac Book novinho

Escrito por Adriana Küchler às 23h35

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Sessão da madrugada

     Dezenove horas foi o tempo que durou a sessão da Câmara dos Deputados argentina que permitiu uma vitória apertada do governo, com a aprovação de seu projeto de aumento de impostos às exportações de grãos para a tristeza do setor agropecuário e da oposição.

     Prevista para começar às 10h da manhã de sexta-feira, a reunião foi iniciada eram quase 19h, quando conseguiram quorum. Consegui acompanhar os discursos mais ou menos até meia-noite. Depois não agüentei. Liguei a TV às 3h e às 4h, e os deputados ainda estavam lá, com os ânimos exaltados defendendo seus projetos no Congresso.

     No dia seguinte, o projeto foi aprovado às 12h. Às 14h, saíram os detalhes do documento. Aí foram chuvas de papel picado e abraços apertados. Com votos contados a migalhas, o governo conseguiu uma vitória suada.

     Depois, suados e com profundas olheiras estavam os deputados e os jornalistas que passaram 19 horas cobrindo o evento em clima de reality show. O Congresso ficou repleto de caixas de pizza e copinhos de café. E, mais uma vez, tivemos que escutar um apresentador do canal de notícias C5N contando que não teve tempo nem para ir ao banheiro.

 

Suados e cansados, deputados kirchneristas comemoram a vitória oficialista depois de 19h de debate

Escrito por Adriana Küchler às 22h51

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PERFIL

Adriana Küchler Adriana Küchler, 27, é jornalista formada pela Universidade Federal de Santa Catarina e repórter da Folha há três anos. Morou no Rio, em Florianópolis e em São Paulo, antes de aterrissar em Buenos Aires..

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