Madonna em Buenos Aires?
Os argentinos, assim como os brasileiros, também sofrem todo ano com boatos do tipo "Dessa vez, a Madonna (ou o Radiohead) vem". Mas, dessa vez, parece que é verdade.
Madonna tem três shows da turnê "Sticky & Sweet" marcados em Buenos Aires, nos dias 4, 5 e 7 de dezembro, no estádio do River Plate, o Monumental, segundo a agência de notícias DyN, que cita um porta-voz da organização do evento, sem avisar qual empresa trará a cantora norte-americana.
A informação foi confirmada por outros meios locais, como a revista "Rolling Stone", que cita fontes da indústria fonográfica. Segundo o jornal "Clarín", a empresa Time 4 Fun garante que estão garantidas "90% das condições necessárias" para a realização do show.
O jornal afirma que a turnê incluiria o Brasil.
Tanto a Time 4 Fun argentina quanto a brasileira não confirmaram os shows a esta repórter. No site da cantora, a agenda de shows vai até o dia 26 de novembro, mas ali mesmo já havia sido publicado um comunicado informando que a turnê chegaria à América Latina em dezembro.
Logo após o fim da turnê norte-americana, Madonna voltaria a cantar no Monumental, mesmo palco que a recebeu em sua primeira visita ao país, há 15 anos. Dessa vez, vem apresentar o seu disco mais recente, "Hard Candy", que os argentinos teimam em chamar de “Caramelo Duro”, com produção de Timbaland, Nate “Danja” Hills e Pharrell Williams e participação de Justin Timberlake.
A diva pop tem certa proximidade com a Argentina. Em 1995, voltou ao país para gravar o polêmico musical "Evita", de Alan Parker, em que interpretou a mulher mais amada entre os hermanos, com direito a cantar no balcão da casa de governo "Don't Cry For Me Argentina". O filme não agradou os argentinos, mas também não afetou a popularidade de Madonna entre seus fãs.

Escrito por Adriana Küchler às 19h32
A vingança do River
Os torcedores do Boca e do River tem uma mania divertida (e, às vezes, um pouco agressiva) de reagir à derrota de seus adversários, mesmo que seja para outros times.
No dia seguinte, elaboram cartazes em que fazem graça com a desgraça alheia e que circulam por toda internet.
Quando o River foi eliminado pelos compatriotas do San Lorenzo, na Libertadores, o Boca não poupou piadas.
Mas hoje foi o dia da vingança das galinhas (‘gallinas’, como são chamados os torcedores do River Plate) que também fizeram os seus, aproveitando-se da derrota do Boca por



O terceiro cartaz faz referência ao argentino Darío Conca,
autor do segundo gol do Fluminense, ex-jogador do River Plate
Escrito por Adriana Küchler às 19h45
Piquetes-mirins
Hoje, a briga entre o governo e o setor agropecuário perdeu a atenção da mídia para um piquete-mirim. Adolescentes de cerca de 20 escolas tomaram as ruas da cidade para protestar não contra o governo ou contra o FMI, mas para reclamar a falta de calefação em mais de 60 escolas. E com frio não dá pra estudar, né?
Depois de passar pelo Ministério da Educação, a chamada “Marcha dos Cobertores” está agora na frente da Prefeitura de Buenos Aires. Um grupo de estudantes acaba de entrar no prédio e será recebido por funcionários da Prefeitura.
Na semana passada, o prefeito Mauricio Macri já havia confirmado que 49 escolas da cidade não têm gás. Os adolescentes aproveitam a oportunidade para reclamar que, em alguns colégios, falta água, entre outras necessidades básicas. O piquete, essa paixão nacional, não tem idade.
Estudantes pedem gás para estudar sem passar frio; o "Pro", destacado nos cartazes, é o partido do prefeito Macri
Escrito por Adriana Küchler às 17h27
Lost in Argentina
Depois de “Sexo e o Campo” (ver abaixo), a crise com o campo na Argentina rende piadas com outra série, desta vez “Lost”.
Na brincadeira, publicada em um blog do jornal “Perfil”, o ex-presidente Nestor Kirchner é Jac-K, personagem que perde sua condição de bonzinho, mas que “promete que vai se manter na série nas próximas temporadas”.
A presidente Cristina Kirchner é Krist, “a sex-symbol” que virou protagonista. Seu papel está em dúvida porque “sobreatua”. Na montagem ainda estão o prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri (Maury), o piqueteiro-mór pró-governo Luís D’Elía (Delyd), o ex-ministro da Economia Roberto Lavagna (Lavke) e o dirigente sindical Hugo Moyano (Hugo), entre outros.
Acompanhando o desenrolar desta série, diz o blog, "quem está perdido somos nós".

Escrito por Adriana Küchler às 12h17
Sexo e o campo
O conflito entre o setor agropecuário e o governo da Argentina, que já dura mais de 80 dias, sem perspectiva de acordo, está levando nossos hermanos a perder o desejo sexual. Isso é o que diz reportagem publicada ontem pelo jornal “Perfil”.
Segundo um dos especialistas consultados pelo jornal, o conflito com o campo “revive velhos temores e preocupações nos pacientes como a crise de 2001 e isso se nota cada vez mais nas consultas. As pessoas levam os problemas econômicos para a cama”, afirma o diretor do Centro Médico de Sexologia e Psiquiatria. “As consultas por essa problemática tiveram um aumento de 30% nos últimos meses.”
Para o responsável pelo serviço de sexologia do Hospital Tornú, “os níveis de tensão que se vivem no país não ajudam em nada a ter um bom sexo”.

O conflito com o setor agropecuário se meteu na cama dos argentinos; na foto, Eduardo Buzzi, um dos líderes do protesto
Escrito por Adriana Küchler às 14h06

